# Afta que não sara: quando é sinal de alerta

> Afta que não sara em 15 dias precisa de avaliação. Veja como diferenciar afta, herpes e lesão suspeita e quando procurar o dentista.

- Autor: Dr. Ricardo Almeida
- Publicado: 2026-09-29
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Uma afta que não sara depois de 15 dias precisa ser avaliada por um dentista, de preferência com exame da boca feito pessoalmente. A afta comum cicatriza sozinha entre 7 e 14 dias. Quando a ferida passa desse prazo, cresce, endurece nas bordas ou deixa de doer, as causas possíveis incluem afta maior, trauma contínuo, deficiência nutricional, infecções e, com menos frequência, câncer de boca, que só a biópsia confirma.

## O que é uma afta que não sara

A afta, que os dentistas chamam de úlcera aftosa, é uma ferida rasa e arredondada, com fundo branco ou amarelado e um halo avermelhado em volta. Aparece na parte de dentro dos lábios, nas bochechas, embaixo da língua e no palato mole, regiões onde a mucosa é mais fina. Dói bastante nos primeiros dias, principalmente com alimentos ácidos ou salgados, e melhora aos poucos até fechar sem deixar marca.

Na forma mais comum, chamada de afta menor, a ferida mede menos de 1 centímetro e some entre 7 e 14 dias, com ou sem tratamento. Quem tem episódios repetidos ao longo do ano recebe o diagnóstico de [estomatite aftosa](https://blog.dentalclean.com.br/estomatite-aftosa/) recorrente, uma condição frequente que costuma começar na infância ou na adolescência. O guia completo sobre [afta na boca](https://blog.dentalclean.com.br/afta-na-boca/) explica os tipos, os gatilhos e os cuidados do dia a dia.

A expressão afta que não sara descreve outra situação: uma ferida que continua aberta depois de duas semanas, que aumenta de tamanho ou que volta sempre no mesmo lugar. Nesses casos, a lesão pode ser uma afta de um tipo mais demorado ou outra condição com aparência parecida. A pergunta útil passa a ser o que, de fato, está mantendo aquela ferida aberta.

## Quanto tempo a afta leva para sarar e o prazo de 15 dias

O prazo de 15 dias funciona como linha de corte nas campanhas de prevenção do câncer de boca do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Toda ferida na boca que passa desse período sem cicatrizar merece o exame de um dentista, mesmo sem dor. A regra é fácil de lembrar e evita que uma lesão séria passe meses sendo tratada em casa como se fosse uma afta qualquer.

Existem exceções dentro das próprias aftas. A afta maior, menos comum, passa de 1 centímetro, é mais funda, tem bordas irregulares e pode levar de 2 a 6 semanas para fechar, às vezes deixando cicatriz. A forma herpetiforme aparece como dezenas de feridinhas agrupadas que se juntam em áreas maiores. As duas precisam de acompanhamento profissional, justamente porque ultrapassam o tempo de uma afta comum e se confundem com outras lesões.

Na prática, anote no celular o dia em que a ferida apareceu e tire uma foto a cada três ou quatro dias, com boa iluminação. Esse registro ajuda o dentista a entender a evolução e mostra com clareza se a lesão está diminuindo, parada ou crescendo.

## Afta, herpes ou lesão suspeita: como diferenciar

Três tipos de ferida costumam ser confundidos: a afta, o herpes e a lesão que exige investigação para câncer ou outras doenças. Alguns sinais ajudam na distinção, mas nenhum deles substitui o exame clínico, e a palpação feita pelo dentista traz informações que o espelho do banheiro não mostra.

A afta começa como um ponto avermelhado e dolorido que, em um ou dois dias, vira uma úlcera com fundo esbranquiçado. Surge em mucosa solta e fina, como a parte interna dos lábios e das bochechas. Não passa de uma pessoa para outra, não forma bolhas antes de abrir e dói desde o início, com melhora progressiva depois do quarto ou quinto dia.

O herpes, causado pelo vírus herpes simplex tipo 1, dá sinais antes de aparecer: formigamento, coceira ou ardência no local. Depois surgem bolhinhas agrupadas com líquido claro, que estouram e formam crostas. Nas crises repetidas, ele se instala quase sempre no contorno do lábio e, dentro da boca, na gengiva presa ao osso e no céu da boca, áreas de mucosa mais firme. É contagioso pelo contato direto, inclusive pelo beijo, e dura de 7 a 10 dias. O texto sobre [herpes labial](https://blog.dentalclean.com.br/herpes-labial/) detalha as fases da crise e os cuidados para não transmitir o vírus.

A lesão suspeita de câncer de boca tem outro comportamento. Costuma doer pouco ou nada no início, e por isso muita gente a ignora. As bordas ficam elevadas e endurecidas ao toque, como se houvesse um caroço embaixo da ferida, e o fundo pode ser irregular, avermelhado ou granuloso. Sangra com facilidade, cresce devagar e aparece com mais frequência na lateral da língua, no assoalho da boca e no lábio inferior. Manchas brancas ou vermelhas que não saem ao raspar, chamadas de leucoplasia e eritroplasia, também entram na lista de alerta.

O risco aumenta em fumantes, em quem consome bebida alcoólica com frequência, em pessoas com mais de 40 anos e em quem trabalha exposto ao sol sem proteção nos lábios. A infecção por HPV também está associada a tumores na região da garganta. As estimativas do INCA apontam algo em torno de 15 mil casos novos de câncer de boca por ano no Brasil, e boa parte chega ao diagnóstico em fase avançada por causa de feridas que passaram meses sem avaliação.

Existe ainda um grupo de lesões que imitam a afta e têm outras origens: úlceras causadas por trauma, sífilis, tuberculose, paracoccidioidomicose (uma infecção por fungo comum em áreas rurais do Brasil) e doenças autoimunes como líquen plano erosivo e pênfigo. O artigo sobre [lesão bucal](https://blog.dentalclean.com.br/lesao-bucal-quais-sao-as-causas-e-tratamento/) reúne os tipos mais frequentes e o que cada um costuma indicar.

## O que fazer agora com uma afta que não sara

Enquanto a consulta não acontece, algumas medidas aliviam a dor e reduzem a irritação da ferida. A primeira é procurar uma causa mecânica próxima: dente quebrado com ponta afiada, restauração com rebarba, prótese folgada, bráquete de aparelho ou hábito de morder a bochecha. Úlceras traumáticas só fecham quando o agente que machuca é removido, e costumam cicatrizar entre 7 e 10 dias depois disso. Se a ferida estiver encostada em algo que raspa, avise o dentista já no agendamento.

Na alimentação, evite por alguns dias frutas cítricas, abacaxi, tomate, vinagre, pimenta, salgadinhos crocantes e bebidas muito quentes ou alcoólicas. Prefira alimentos mornos ou frios e de textura macia. Na escovação, mantenha a higiene completa, porque a placa acumulada piora a inflamação, e use uma escova Dentalclean de cerdas macias, com movimentos leves perto da ferida. Cremes dentais sem lauril sulfato de sódio, um detergente que irrita a mucosa de algumas pessoas, costumam ser mais bem tolerados.

Bochechos com meio copo de água morna e uma colher de chá de bicarbonato de sódio, duas a três vezes ao dia, ajudam a limpar a região e deixam o ambiente menos ácido. Evite enxaguantes com álcool enquanto a ferida estiver aberta, porque ardem e ressecam a mucosa.

Para a dor, um analgésico comum pode ser usado por poucos dias. As faixas de dose de bula para adultos são estas: paracetamol, de 500 mg a 1 g por dose, até quatro vezes ao dia, sem passar de 4 g em 24 horas; dipirona, de 500 mg a 1 g por dose, até quatro vezes ao dia; ibuprofeno, de 200 a 400 mg a cada 6 ou 8 horas, sem ultrapassar 1.200 mg por dia por conta própria. Escolha um só, sem misturar medicamentos, e consulte o dentista antes, principalmente em caso de gastrite, problemas nos rins ou no fígado, gravidez, alergia ou uso de outros remédios. Para crianças, a dose depende do peso e deve ser indicada pelo pediatra ou odontopediatra.

Pomadas de uso na boca, como a triancinolona acetonida em orabase (vendida como Omcilon-A Orabase), e géis anestésicos com benzocaína aliviam a dor e protegem a superfície da ferida. O artigo sobre [remédio para afta](https://blog.dentalclean.com.br/remedio-para-afta/) reúne as opções mais procuradas nas farmácias. Atenção a um detalhe: se a ferida já passou de 15 dias, a pomada pode melhorar a dor sem resolver a causa, e isso atrasa o diagnóstico. Use o produto por poucos dias, como alívio até a consulta, com orientação do dentista.

Produtos que queimam a superfície da afta, como soluções com policresuleno, e receitas caseiras com sal puro, limão ou pedra-ume provocam ardência forte e podem aumentar a área machucada. Antibióticos também não fecham aftas e só devem ser usados com prescrição, quando o profissional identifica uma infecção bacteriana.

## Causas de uma afta que não sara

Quando a ferida persiste, o dentista investiga algumas causas conhecidas. A mais simples é o trauma repetido: a lesão fecha um pouco e é aberta de novo pela mesma ponta de dente, pela prótese ou pela escovação agressiva. Em quem usa dentadura, uma borda mal adaptada pode manter uma úlcera aberta por meses no fundo do sulco, às vezes sem dor.

Deficiências de ferro, vitamina B12, ácido fólico e zinco atrasam a renovação da mucosa e aparecem com frequência em pessoas com aftas longas ou muito repetidas. Vegetarianos sem suplementação, gestantes, idosos e mulheres com sangramento menstrual intenso formam grupos em que essa hipótese pesa mais. Um hemograma, com dosagem de ferritina e vitamina B12, costuma esclarecer a questão.

Algumas doenças gerais se manifestam primeiro na boca. Doença celíaca, doença de Crohn e retocolite ulcerativa podem vir acompanhadas de aftas persistentes, assim como a doença de Behçet, que associa feridas na boca, feridas nos genitais e inflamação nos olhos. Imunidade baixa, seja por HIV, quimioterapia, diabetes descompensado ou uso de imunossupressores, também deixa a cicatrização mais lenta.

Certos medicamentos provocam úlceras bucais como efeito colateral, entre eles alguns anti-inflamatórios, o metotrexato, o nicorandil e alguns betabloqueadores. Nunca suspenda um remédio por conta própria: leve para a consulta a lista completa do que usa, e o dentista conversa com o médico responsável se houver suspeita.

Por fim, infecções como sífilis, tuberculose e paracoccidioidomicose, além do câncer de boca, formam o grupo de causas que exige exame de laboratório para confirmar. São menos frequentes que as anteriores, porém explicam por que nenhuma ferida acima de 15 dias deve ser tratada às cegas em casa.

## Como é feito o diagnóstico

A consulta começa com perguntas sobre o tempo de evolução, a dor, crises anteriores, hábitos como fumo e álcool, doenças e medicamentos em uso. Em seguida, o dentista examina a boca inteira, incluindo língua, assoalho, céu da boca e gengivas, e apalpa a lesão com a ponta dos dedos para avaliar se a base está macia ou endurecida. O pescoço também é palpado em busca de gânglios aumentados.

Se houver uma causa evidente, como uma prótese machucando, o primeiro passo costuma ser removê-la e reavaliar em 7 a 15 dias. Quando a ferida continua ou já chega com sinais suspeitos, a biópsia é o exame indicado. Com anestesia local, o profissional retira um pequeno fragmento da lesão, ou a lesão inteira quando ela é pequena, e envia o material para análise no laboratório de patologia. O procedimento leva de 15 a 30 minutos, costuma receber um ou dois pontos e o resultado sai entre 7 e 15 dias.

O especialista em feridas e doenças da boca é o estomatologista, especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia. O clínico geral faz a primeira avaliação e encaminha quando necessário. Exames de sangue entram no pedido quando há suspeita de deficiência nutricional, infecção ou doença autoimune.

No SUS, o caminho começa na Unidade Básica de Saúde, cujo dentista pode encaminhar para um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), onde o diagnóstico de lesões bucais e a biópsia são gratuitos. Nos planos odontológicos, a biópsia de boca faz parte da cobertura obrigatória definida pela ANS, respeitados os prazos de carência do contrato. No atendimento particular, os valores de referência ficam nestas faixas:

| Procedimento | Valor de referência (2026) |
| --- | --- |
| Consulta com clínico geral | R$ 150 a R$ 350 |
| Consulta com estomatologista | R$ 250 a R$ 600 |
| Biópsia bucal (procedimento) | R$ 400 a R$ 1.200 |
| Exame anatomopatológico (laboratório) | R$ 150 a R$ 450 |
| Sessão de laserterapia | R$ 120 a R$ 300 |

Os preços variam conforme a cidade e a complexidade do caso. Pergunte se o valor da biópsia já inclui o exame do laboratório, porque algumas clínicas cobram as duas etapas separadamente.

## Tratamento da afta que não sara

O tratamento depende do diagnóstico. Na afta maior e nas crises intensas de estomatite aftosa, o dentista pode prescrever corticoide tópico mais potente, bochechos com corticoide ou, em casos selecionados, corticoide por via oral por poucos dias. Esses medicamentos exigem receita e acompanhamento, porque o uso prolongado favorece candidíase na boca e outros efeitos indesejados.

A laserterapia de baixa potência, também chamada de fotobiomodulação, reduz a dor já na primeira sessão em muitos pacientes e acelera a cicatrização. É indolor, dura poucos minutos e costuma ser feita em duas a quatro sessões, com intervalo de 24 a 48 horas. Pacientes em quimioterapia ou radioterapia de cabeça e pescoço também se beneficiam desse recurso para prevenir e tratar feridas.

Quando a causa é trauma, o tratamento consiste em corrigir o dente, a restauração ou a prótese. Deficiências de nutrientes são tratadas com reposição orientada pelo médico, e as aftas costumam diminuir em algumas semanas. Doenças como celíaca, Crohn e Behçet pedem acompanhamento conjunto com gastroenterologista ou reumatologista. Infecções recebem o medicamento específico, prescrito depois da confirmação.

Se a biópsia confirmar câncer de boca, o paciente é encaminhado para um serviço de oncologia, com cirurgião de cabeça e pescoço, e o plano pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O estágio no momento do diagnóstico pesa muito no resultado: tumores pequenos, descobertos cedo, têm chances bem maiores de tratamento bem-sucedido e pedem cirurgias menores. Esse é o motivo de insistir no prazo de 15 dias.

## Como prevenir aftas de repetição

Nem toda afta pode ser evitada, porque a tendência a ter crises tem componente genético e imunológico. Mesmo assim, quem observa os próprios gatilhos consegue reduzir a frequência. Estresse, noites mal dormidas, período menstrual, mordidas acidentais e alimentos como castanhas, chocolate, queijos maturados e frutas ácidas aparecem com frequência nos relatos de pacientes. Um diário simples, com a data das crises e o que aconteceu nos dias anteriores, ajuda a encontrar padrões.

Na rotina de higiene, a escovação cuidadosa com escova macia, o fio dental e um creme dental sem lauril sulfato de sódio reduzem o atrito e a irritação. O [guia de higiene bucal](https://blog.dentalclean.com.br/higiene-bucal-guia/) mostra a técnica passo a passo. Quem usa aparelho pode cobrir os bráquetes que machucam com cera ortodôntica, e quem usa prótese deve voltar ao dentista sempre que ela ficar folgada ou começar a ferir.

Proteger os lábios do sol com protetor labial com fator de proteção, parar de fumar e reduzir o álcool diminuem o risco de lesões graves. Consultas periódicas com o dentista, uma ou duas vezes por ano, incluem o exame da mucosa, que detecta alterações antes que o paciente perceba qualquer sintoma.

O autoexame da boca, feito uma vez por mês, completa esse cuidado. Em frente ao espelho e com boa luz, puxe os lábios para ver a parte interna, afaste as bochechas com o dedo, levante a língua para olhar embaixo, puxe a língua para os lados com uma gaze e observe o céu da boca. Depois, apalpe o pescoço dos dois lados. Qualquer ferida, mancha, caroço ou área endurecida que não some em duas semanas entra na lista para mostrar ao dentista. A página sobre [sintomas na boca](https://blog.dentalclean.com.br/sintomas-na-boca/) ajuda a interpretar outros sinais.

## Quando procurar o dentista

Marque consulta sempre que uma ferida na boca passar de 15 dias sem cicatrizar, mesmo que doa pouco ou tenha parado de doer. O mesmo vale para feridas que aumentam de tamanho, que têm bordas duras ou elevadas, que sangram ao menor toque ou que voltam sempre no mesmo ponto.

Procure atendimento com mais urgência quando a lesão vier acompanhada de caroço endurecido no pescoço, dificuldade para engolir, falar ou movimentar a língua, dormência nos lábios ou na língua, dente amolecido sem motivo aparente ou perda de peso sem explicação. Manchas brancas ou vermelhas que não saem ao raspar também exigem avaliação rápida, principalmente em fumantes e em quem consome álcool com frequência.

Aftas muito frequentes, com uma crise emendando na outra, ou acompanhadas de febre, feridas nos genitais, olhos vermelhos ou diarreia persistente pedem investigação de doenças gerais. Em crianças, várias feridas com febre e recusa de líquidos podem levar à desidratação, e nesse caso o pediatra ou o odontopediatra deve ver a criança no mesmo dia.

## Perguntas frequentes

### Afta que não sara pode ser câncer?

Pode, mas na maior parte das vezes a causa é outra, como afta maior, trauma de dente ou prótese, deficiência de nutrientes ou infecção. O câncer de boca costuma ser pouco dolorido, tem bordas endurecidas e aparece mais na lateral da língua, no assoalho da boca e no lábio inferior. Só a biópsia confirma ou descarta a suspeita, por isso toda ferida que passa de 15 dias deve ser examinada.

### Afta é contagiosa?

A afta comum surge por uma reação do próprio organismo na mucosa e não passa de uma pessoa para outra, nem pelo beijo, nem por talheres ou copos. O herpes, que também forma feridas na boca e nos lábios, é transmitido pelo contato direto com as bolhas e com a saliva durante as crises. Se as feridas começaram como bolhinhas agrupadas, a suspeita é de herpes: evite beijos e objetos compartilhados até as crostas caírem.

### Quanto tempo esperar antes de procurar o dentista?

Uma afta comum melhora de forma visível entre o quarto e o sétimo dia e fecha em até duas semanas. Se a ferida chegou a 15 dias aberta, a consulta deve ser marcada, sem esperar mais. Procure antes desse prazo quando a dor impedir a alimentação, quando houver febre, quando a lesão crescer rápido ou quando houver uma causa mecânica evidente, como dente quebrado ou prótese machucando.

### Biópsia na boca dói?

O procedimento é feito com anestesia local, a mesma usada em uma restauração, e a pessoa sente apenas a picada inicial e alguma pressão. Depois que o efeito passa, pode haver desconforto leve por dois ou três dias, controlado com analgésico comum indicado pelo dentista. Os pontos caem sozinhos ou são retirados em cerca de uma semana. Alimentos macios e frios ajudam nesse período.

### Pomada para afta pode esconder uma lesão grave?

A pomada alivia a dor e protege a superfície da ferida, mas não trata a causa de uma lesão que persiste. Quando alguém passa semanas aplicando o produto em uma ferida que não fecha, a melhora da dor dá uma falsa sensação de controle e o diagnóstico atrasa. Use a pomada por poucos dias e, se a ferida continuar aberta depois de 15 dias, leve o caso ao dentista.

### Criança com afta que não sara: o que fazer?

Em crianças, feridas que duram mais de duas semanas, que voltam todo mês com febre ou que vêm com dor de garganta e ínguas no pescoço precisam de avaliação do pediatra ou do odontopediatra. Algumas síndromes da infância causam aftas em ciclos regulares. Qualquer remédio, inclusive analgésico e pomada, deve ter a dose indicada pelo profissional, de acordo com o peso da criança.

**Leia também:** [Afta na boca: causas, tipos e como tratar](https://blog.dentalclean.com.br/afta-na-boca/)

*   [Herpes labial: sintomas, transmissão e tratamento](https://blog.dentalclean.com.br/herpes-labial/)
*   [Remédio para afta: opções da farmácia](https://blog.dentalclean.com.br/remedio-para-afta/)
*   [Estomatite aftosa: o que é e como tratar](https://blog.dentalclean.com.br/estomatite-aftosa/)
*   [Lesão bucal: causas e tratamento](https://blog.dentalclean.com.br/lesao-bucal-quais-sao-as-causas-e-tratamento/)
*   [Sintomas na boca: o que cada sinal pode indicar](https://blog.dentalclean.com.br/sintomas-na-boca/)
*   [Guia de higiene bucal](https://blog.dentalclean.com.br/higiene-bucal-guia/)
