Cuidar do sorriso é um processo que começa cedo. Mas, mesmo com atenção, algumas alterações podem surgir. Uma delas é a chamada mordida cruzada, tipo de desequilíbrio na forma como os dentes superiores e inferiores se encaixam. Apesar do nome técnico assustar, entender as causas, os tipos e principalmente as formas de correção pode garantir mais saúde e conforto. Prepare-se: neste artigo, vamos olhar com cuidado para esse tema, fundamental para crianças e adultos.
O que é mordida cruzada?
A mordida cruzada acontece quando os dentes superiores, ao se encontrarem com os inferiores, ficam posicionados para dentro ou para fora de forma inadequada. O encaixe correto dos dentes, chamado oclusão, é importante não só para aparência, mas também para falar, mastigar e manter as estruturas da face equilibradas.
Quando algo sai do lugar, todo o sistema sente.
Esse desencaixe pode ser sutil ou bastante visível, atingindo diferentes pessoas de formas distintas e, claro, exigindo olhares atentos desde cedo. Segundo estudo publicado nos Cadernos de Odontologia do UNIFESO, o diagnóstico e o tratamento ainda na infância são os caminhos mais seguros para evitar complicações.
Tipos mais comuns de mordida cruzada
Existem algumas variações e, sim, elas podem se apresentar de maneira única em cada pessoa:
- Mordida cruzada anterior: aqui, os dentes da frente da arcada inferior fecham à frente dos superiores. É como se o queixo “passasse” do limite normal, o que pode afetar o sorriso e a função ao mastigar. Estudos da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora destacam as consequências funcionais e estéticas deste tipo.
- Mordida cruzada posterior: ocorre quando os dentes de trás (pré-molares e molares) fecham de forma invertida na lateral, ou nos dois lados. A arcada superior fica mais estreita que a inferior.
- Unilateral: a inversão no encaixe acontece apenas de um lado da boca.
- Bilateral: aparece em ambos os lados simultaneamente.
Entre as crianças, a má oclusão cruzada posterior unilateral é especialmente frequente, atingindo de 8% a 16% dos pequenos durante a dentição mista, segundo artigo da Revista Incelências. Vale lembrar que, apesar do número expressivo, o tratamento precoce funciona melhor nesse estágio.
Por que a mordida fica cruzada? causas mais comuns
As razões são diversas, com destaque para:
- Genética: fatores hereditários podem influenciar no formato do osso maxilar e posicionamento dos dentes.
- Desenvolvimento ósseo irregular: desequilíbrios no crescimento dos maxilares podem levar ao desalinhamento.
- Respiração oral: quando a criança respira mais pela boca que pelo nariz, a arcada superior pode não se desenvolver como deveria.
- Hábitos na infância: sucção do dedo, uso prolongado de chupeta ou mamadeira após o tempo recomendado.
Falando em infância, uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou que o aleitamento materno, especialmente nos primeiros meses de vida, ajuda a prevenir a mordida cruzada posterior. O movimento que o bebê faz ao mamar estimula o crescimento correto das arcadas – algo simples, mas que faz toda a diferença no futuro bucal.
Sintomas e riscos de não corrigir
Talvez nem sempre seja fácil de identificar no começo. Mas, conforme o tempo passa, surgem alguns sinais:
- Dificuldade para mastigar ou morder certos alimentos
- Desgaste irregular dos dentes
- Desvio na linha média do sorriso
- Estalos ou incômodo na articulação temporomandibular (ATM)
- Sorriso assimétrico
- Dor muscular no rosto ou até dor de cabeça frequente
O corpo todo sente o impacto de uma simples mudança.
Além disso, estudos publicados em Saúde e Pesquisa mostram que alterações na mordida podem afetar até a postura, levando a assimetrias de ombro ou desconforto corporal.
Diagnóstico: por que agir cedo faz diferença?
Não se trata só de estética. O diagnóstico precoce, especialmente feito por um ortodontista, pode evitar que problemas pequenos se tornem grandes desafios no futuro. O ideal é avaliar a oclusão ainda enquanto a criança está em fase de troca dos dentes de leite, como lembra a pesquisa do Cadernos de Odontologia do UNIFESO.
Quanto mais cedo, mais simples é a solução.
Profissionais experientes, como os indicados nos conteúdos do blog da Dentalclean, conseguem detectar alterações discretas e propor as melhores estratégias individualizadas.
Tratamentos para cada fase da vida
Existem soluções para todos, mas a escolha depende da idade e do tipo de alteração:
Em crianças
- Expansor palatino: um aparelho fixo ou removível que amplia a largura da arcada superior.
- Placas e aparelhos ortodônticos: ajustam o posicionamento dos dentes, de acordo com o estágio da dentição.
Em adolescentes
- Aparelhos ortodônticos fixos: ajudam a corrigir o alinhamento e o encaixe da mordida.
- Aparelhos removíveis: indicados quando a alteração não é tão severa.
Em adultos
- Ortodontia convencional: pode corrigir casos de menor complexidade, mas o tempo de tratamento (de 18 a 36 meses, em média) costuma ser maior.
- Cirurgia ortognática: indicada quando o desequilíbrio ósseo é significativo e o tratamento ortodôntico isolado não resolve. Cirurgias são indicadas principalmente em adultos ou adolescentes após o crescimento ósseo completo.
Cada história pede uma solução diferente. Ninguém é igual ao outro.
Prevenção: pode evitar?
Nem sempre é possível evitar totalmente, já que fatores genéticos podem pesar. Mas pequenas escolhas fazem diferença, como:
- Estimular o aleitamento materno nos primeiros meses de vida
- Evitar uso prolongado de chupetas e mamadeiras
- Levar crianças para consulta preventiva com o dentista a partir de 1 ano de idade
- Monitorar e corrigir hábitos como sucção de dedo e respiração bucal
Aqui na Dentalclean, sempre reforçamos que investir na prevenção, desde cedo, reduz tratamentos futuros e melhora a qualidade de vida. Acompanhar o crescimento dos pequenos e notar sinais, ainda que discretos, é um cuidado que se reflete por toda a vida.
Consequências de não tratar a mordida cruzada
Deixar sem tratamento pode causar diversos problemas, tais como:
- Maior desgaste dos dentes
- Dores na mordida e na face
- Problemas mastigatórios e digestivos
- Alterações de fala
- Desequilíbrios na estética do sorriso e até autoconfiança prejudicada
Além disso, adultos podem enfrentar mais limitações no tratamento e, em casos mais severos, até necessidade de cirurgia.
Conclusão
Problemas de encaixe dentário, como a mordida cruzada, podem parecer complexos, mas nunca devem ser ignorados. O diagnóstico precoce e o acompanhamento com profissionais capacitados abre portas para soluções mais simples, menos invasivas e com resultados mais duradouros. Seja investindo em hábitos saudáveis desde a infância, seja buscando tratamento específico, o passo mais importante é não adiar o cuidado.
Na Dentalclean, promovemos a prevenção e a informação clara como aliados do sorriso saudável. Para conhecer nossas dicas, soluções e produtos para todas as idades, visite nosso blog e siga na busca por mais saúde bucal!
Perguntas frequentes sobre mordida cruzada
O que é mordida cruzada?
É um desvio no encaixe entre os dentes superiores e inferiores, onde parte dos dentes de uma arcada fecha “por dentro” ou “por fora” da arcada oposta, comprometendo funções mastigatórias, estéticas e até o desenvolvimento ósseo da face.
Como tratar mordida cruzada em adultos?
Em adultos, o tratamento geralmente envolve aparelhos ortodônticos fixos e, em casos de grande comprometimento, cirurgia ortognática para reposicionamento ósseo. O ortodontista indica o método mais adequado após avaliação detalhada.
Quais os tipos de mordida cruzada?
Os principais tipos são: anterior (afeta os dentes da frente), posterior (dentes de trás), unilateral (um lado) e bilateral (ambos os lados). O impacto no sorriso e na função depende do tipo e da extensão do problema.
Mordida cruzada tem cura definitiva?
Sim, quando identificada e tratada corretamente, é possível corrigir de forma definitiva, especialmente em crianças e adolescentes. Em adultos, as soluções podem exigir mais tempo e, eventualmente, cirurgia, mas também são eficazes.
Quanto custa tratar mordida cruzada?
O valor depende do tipo de alteração, idade do paciente, tempo de tratamento e recursos usados, como aparelhos ou cirurgias. O ideal é consultar um ortodontista para orçamento personalizado.


Cada história pede uma solução diferente. Ninguém é igual ao outro.



