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Sialorreia: como identificar o problema nos bebês

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O excesso de saliva é uma condição muito comum em bebês, mas quando persiste após os quatro anos de idade, requer atenção dos pais. Saiba mais!

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Destaque – Sialorreia – Como identificar o problema nos bebês

A preocupação dos pais com os filhos é algo extremamente natural. Qualquer detalhe é percebido atentamente, principalmente quando se trata dos bebês, que não sabem se comunicar ainda. Uma condição muito comum entre os bebês é a salivação abundante, que, por vezes, também aflige os pais: esse é um sinal da sialorreia.

O bebê que “baba” demais pode estar sempre com a roupinha molhada. Essa situação que pode se tornar um pouco incômoda, já que são necessárias várias trocas de roupas ao dia. Saiba como identificar o problema e quando a condição se torna, de fato, uma doença.

Afinal, a sialorreia é grave?

Geralmente, o fato de as crianças salivarem constantemente não é um problema. Essa fase é passageira. Como as crianças nesta idade não têm total controle dos músculos responsáveis pelo movimento de deglutição, a hipersalivação ou sialorreia é normal. É um quadro que tende a acontecer por volta dos três meses de idade – já que, até os dois, as glândulas salivares dos bebês não estão desenvolvidas.

O desenvolvimento neurológico também é um fator que contribui para o aumento considerável da produção de saliva. Porém, esse excesso de “baba” é natural até certa idade, que é em torno dos 18 meses a dois anos. Até lá, os bebês já têm o sistema neuromuscular e orofuncional apurados e conseguem engolir a saliva produzida.

Outras causas e tratamento

Há também os casos em que a hipersalivação pode ser causada por outros fatores. Aftas na mucosa bucal dos bebês, resfriados, o nascimento de dentes de leite, problemas respiratórios, refluxo e alergias nasais são alguns deles. Vale ressaltar que a relação do excesso de saliva com o nascimento dos dentes do bebê existe.

No entanto, deve ser associada a outros sinais, como gengiva avermelhada e inchada e irritação incomum do bebê. Neste outro post, você pode saber mais sobre  como aliviar o desconforto do bebê quando os dentes nascem.

Em situações mais graves, quando a sialorreia é crônica, se prolongando após os quatro anos de idade, é importante uma avaliação médica detalhada. Problemas neurológicos que levam a alterações funcionais da deglutição podem estar relacionadas.

É fundamental que o pediatra da criança seja informado a respeito de qualquer anormalidade. As consultas periódicas com o odontopediatra também são muito importantes, pois ele poderá identificar qualquer disfunção na cavidade oral que possa ser a causa da salivação excessiva. Visitar o otorrinolaringologista também pode ser uma recomendação, em alguns casos. Este especialista será capaz de diagnosticar outros fatores, relacionados a distúrbios respiratórios.

Se algum quadro patológico for detectado, os tratamentos variam, de acordo com a origem do problema. Podem incluir a prescrição de medicamentos para reduzir o fluxo salivar, injeção de toxina botulínica do tipo A, terapias com fonoaudiólogos, para estimular os movimentos dos músculos da boca e da face, entre outros. Entretanto, na maioria dos casos, não há a necessidade de tratamento.

Estimule o desenvolvimento do bebê

Escova Dental BabyCare

É importante que os pais tenham consciência de que, raramente, a fase da “baba” se estende e traz complicações. E há atividades que podem ser feitas até mesmo em casa, capazes de ajudar a evitar a sialorreia e estimular os músculos faciais do bebê.

Oferecer uma alimentação mais sólida, incentivando a mastigação, e com alimentos de menor acidez; colocar o bebê em posições que proporcionem uma postura adequada e favoreçam o controle do tronco e da cabeça e fazer exercícios que auxiliem o bebê a manter os lábios fechados. 

Para higienização oral diária do bebê sem dentes ou em regiões gengivais com ausências dentárias, utilize a escova massageadora dental BabyCare, da Dentalclean. Clique aqui para saber onde encontrá-la em sua região! Já para a higiene dos dentinhos que começam a aparecer na cavidade oral geralmente por volta dos 6 meses, estimular a escovação com a linha infantil, da Dentalclean, também é recomendada. A escovação, nestes casos, além de ser necessária e recomendada para prevenção de doenças bucais, ainda age como um estímulo de manipulação oral para a criança, o que pode também influenciar no controle de saliva, bem como servir como incentivo para os atos de cuspir e engolir.

Assim seu filho se desenvolverá muito mais rapidamente em diversos aspectos. 

Lembre-se: a criança que “baba” muito, está constantemente perdendo água para o meio. Isso deve ser observado de maneira criteriosa, para que não se desenvolva um quadro de desidratação em situações mais graves. Também é a partir da mesma fase que surgem os primeiros dentinhos – aproximadamente no sexto mês de vida – que a criança precisa começar a beber água. Antes disso, a quantidade de água necessária estará presente no leite materno. Fique atento!

E como está aí na sua casa? O seu pequeno ainda está na fase “babão”? Compartilhe conosco sua experiência nos comentários.

Leia mais: Bebês podem ter cárie? 

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Samantha Sousa

Dra. Samantha Souza é dentista especializada em odontopediatria e pós graduada em pacientes especiais. Mestranda da UNB, atende na clínica Vanini em Brasília-DF.

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